25 de março de 2009

Assalto de Albergaria dos Doze

O homem forte de Albergaria dos Doze está a protagonizar um assalto ao poder de várias instituições de Pombal. 
Manuel Rodrigues Marques é vice-presidente da Secção de Pombal do PSD; presidente da Junta de Freguesia de Albergaria dos Doze (com assento na Assembleia Municipal); presidente da Direcção da Associação de Industriais do Concelho de Pombal; entre outros cargos que não conheço, mas que também deve ter participação, como é o caso do Arcuda (grupo de Desportivo de Albergaria dos Doze), Centro Social S. Pedro (também de Albergaria)...
Mais recentemente tomou posse da Direcção da Rádio Clube de Pombal e agora prepara-se para presidir à Associação dos Bombeiros Voluntários de Pombal. 
Como é que o senhor Engenheiro Narciso Mota vê o facto deste homem tomar conta de tanta coisa, algumas delas em parceria com o Vereador Diogo Mateus. 

12 de março de 2009

Desgraça, tragédia, horror

A notícia caiu como uma bomba em Pombal, embora não ficasse surpreendido. O Dr Rui Mourato Miranda aceitou ser o candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Castelo de Vide. Um concelho onde viveu a sua juventude/adolescência, e onde regularmente vai visitar os familiares. 
Para mim não foi surpresa. O homem tem o direito a sonhar e a tentar concretizar os seus sonhos. Como também não me surpreendia se fosse candidato pelo Partido Social Democrata.
Em Pombal, Rui Miranda foi um alto responsável/dirigente do Partido Socialista. Ao tornar-se militante do partido é porque concordou com as suas ideologias, as suas linhas orientadoras e princípios.
A dado momento entendeu que não era bem assim. Deixou de aceitar as linhas orientadoras do partido e bateu com a porta. Primeiro, enquanto Vereador da Câmara deixou de aceitar representar o partido e as suas políticas. Depois entregou o cartão de militante. 
Pelo que sei por várias vezes que Rui Miranda tece comentários sobre a actuação dos dirigentes do partido e até do próprio Governo. É discordante. É crítico. 
Creio que em Portugal só existe um Partido Socialista. Independentemente de estar dividido em direcção nacional, direcções distritais e direcções concelhias. Ora, se Rui Miranda entendeu que não era mais militante do partido, é porque não concorda com as suas ideologias, linhas orientadoras e princípios. Quer esteja em Pombal, em Lisboa, no Porto ou em Castelo de Vide.
Não conheço a realidade daquele concelho alentejano. Mas penso que houve um erro de casting ao escolhê-lo como candidato à presidência de uma Câmara, num concelho onde nem sequer é eleitor. Mais cedo ou mais tarde isso vai revelar-se.
Por outro lado, do ponto de vista pessoal ou profissional, o que acontecerá a Rui Miranda. Caso seja eleito presidente da Câmara (o que sinceramente duvido), terá tudo facilitado. Transfere-se para Castelo de Vide e ali instalará a sua residência.
Se for eleito vereador? Continuará a residir em Pombal, a trabalhar em Monte Redondo e vai uma vez por semana ou uma vez por quinzena participar nas reuniões de Câmara? Ou transfere-se para lá e ocupará um lugar num qualquer estabelecimento de ensino do Grupo GPS na região?
A ver vamos.

3 de março de 2009

Culturas e culturas

O Museu de História Natural está a promover uma exposição sobre o dinossáurio achado nos Andrés (Santiago de Litém). O tal achado arqueológico com alguns anos e que tem interesse para a investigação nacional e internacional. Um achado que deveria ser aproveitado, bastante mesmo, para projectar o nome do Concelho de Pombal. Mas não.
Enquanto a Câmara Municipal de Pombal não tiver sensibilidade para as questões culturais, vamos assistindo a passar ao nosso lado algumas oportunidades.
Senão vejamos.
Para além do «dinossáurio dos Andrés», temos um valioso espólio de achados arqueológicos (como é o caso das freguesias da Redinha [Cidade Roda] e Vermoil), um Marquês de Pombal (onde está o tão falado Centro de Estudos Pombalinos?), para além de outras situações, como também as Oliveiras Milenares de Pousadas Vedras (a morrerem de dia para dia). Para não falar também dos tão prometidos museus João de Barros e da Resina.
Estaremos a perder algumas verbas que o QREN nos poderia proporcionar?
Sabendo que a Associação de Defesa do Património Cultural de Pombal está inactiva, a Câmara Municipal já diligenciou no sentido de a fazer regressar a tempos de outrora? Ou não há interesse em tê-la como parceiro de algumas iniciativas?
O que tem feito o pelouro da Cultura nestas áreas?
Presumo que a resposta é feita com o apoio concedido (subsídios financeiros) às diversas colectividades/associações culturais do Concelho. Até mesmo àquelas que não têm, ou têm uma reduzida, actividade. É que esse tipo de política cultural dá votos. É populista, pois então.

Eleições à vista

A Câmara Municipal de Pombal vai (re)iniciar, na sexta-feira, o périplo pelas freguesias do Concelho. Diz que é para «conhecer as obras realizadas e projectadas, bem como aferir as necessidades mais prementes de cada freguesia».
Para quem se diz tão competente e conhecedor da realidade do Concelho, esta foi a melhor razão escolhida para justificar aquele acto de pré-campanha eleitoral. Alguém tem dúvidas que não é esse o objectivo? Se bem me lembro, foi no final do anterior mandato que os presidentes das juntas de freguesia aproveitaram aquelas visitas para anunciarem as suas recandidaturas. O caso mais evidente até foi na freguesia das Meirinhas, onde o então presidente da Junta (Américo Ferreira) disse que não se recandidatava mas lá estava o candidato já preparado para se mostrar.
Desta vez, as visitas até incluem inaugurações. Incluída na visita está programada a inauguração da Biblioteca Escolar de Almagreira. O convite é conjunto da Câmara Municipal, Junta de Freguesia e Conselho Executivo do Agrupamento Marquês de Pombal, mas só ostenta a assinatura do senhor presidente da Câmara.

2 de março de 2009

Estratégias

Já por diversas vezes que o senhor Presidente da Câmara de Pombal argumenta a construção do novo empreendimento comercial (GO!Shopping) no Casarelo com o Plano Estratégico para a Cidade de Pombal e com o Plano Director Municipal.
Quanto ao Plano Director Municipal (PDM) está tudo dito. O respectivo regulamento proíbe a implantação de grandes superfícies comerciais na área urbana. Por isso, aquele empreendimento viola o PDM. Sendo confirmado pela própria Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Já quanto ao Plano Estratégico para a Cidade de Pombal não sei mas irei consultá-lo. No entanto, penso que é o último documento que o Eng. Narciso Mota deverá evocar, já que o mesmo nunca foi seguido pelo Executivo. Foi elaborado, custou milhares de contos ao Município, mas nunca foi cumprido. E estou a lembrar-me, por exemplo, das "Portas da Cidade".
Duvido que o mesmo documento contemple qualquer indicação sobre a implantação de uma superfície comercial na zona que, no momento de elaboração do dito Plano Estratégico o Casarelo era considerado uma zona de expansão da própria cidade, tendo sido elaborado para o efeito um Plano de Pormenor (que também custo milhares de contos) que nunca foi publicado, e por isso considerado sem efeito.

Indo eu, indo eu...

Tanto se fala sobre a Rede de Transportes Urbanos na cidade de Pombal, os tão famigerados "PomBus".
Obviamente que a medida é de saudar. E penso que reúne consenso entre as duas principais forças partidárias (PSD e PS). Bem como é saudada pela população que aderiu sem reservas à rede de transportes.
Contudo, gostaria de deixar algumas observações para reflexão.
Os transportes estão a funcionar há mais de um mês gratuitamente. Para tal, o Município adquiriu quatro mini-autocarros e admitiu oito motoristas (penso que não estarei enganado).
Foi dito que os tais "PomBus" iriam funcionar gratuitamente por duas principais razões: testes de horários e circuitos; e para que as pessoas criassem um hábito com vista à sua utilização. Nada mais correcto.
Mas até quando esta situação?
O balanço está a ser feito baseado no número de pessoas que utilizam os "PomBus". E aí não resta dúvidas. Pelo menos a Linha Azul circula com lotação esgotada muitas das vezes.
Mas tenho dúvidas que assim continue quando for a pagar, tendo em conta a quantidade de pessoas (sobretudo estudantes e aposentados) que passam os seus dias a "dar voltas" de mini-autocarro.
Quanto a balanço, gostaria de ter uma ideia dos custos já suportados pelo Município, quanto a vencimentos dos motoristas, gasóleo, manutenção, etc...
É que, parece-me que estamos a aproveitar a referida fase de "testes" para implantar uma medida populista em ano de eleições. Até porque já por aí se diz que os transportes serão gratuitos até final do ano.